Hipertensão em idosos: como controlar e viver melhor

Seis em cada dez brasileiros com mais de 60 anos são hipertensos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A alta prevalência da hipertensão arterial nessa faixa etária acende o sinal vermelho quanto à necessidade de adotar todos os cuidados possíveis para controlar a doença.

Afinal, os efeitos nocivos da pressão alta estão por trás da maior parte dos 200 mil óbitos que ocorrem todos os anos no Brasil em virtude de doenças cardíacas e do sistema cardiovascular.

Neste artigo, você vai saber de que maneira as pessoas que já se encontram na Terceira Idade devem lidar, em seu dia a dia, com a hipertensão arterial, principalmente por meio da adoção de hábitos saudáveis que farão com que vivam muito mais e com melhor qualidade de vida.

 

A prevalência da hipertensão em idosos

Existem uma série de fatores que explicam o grande número de pessoas com mais de 60 anos que sofrem com a hipertensão arterial.

Uma das razões é que boa parte dessa população já convivia com a pressão alta ao longo de seus 40 ou 50 anos de idade.

Em boa parte dos casos, idosos hipertensos do presente nem sequer imaginavam que já sofriam de pressão alta no passado, pois trata-se de uma condição cardíaca que age em silêncio e não costuma apresentar sintomas.

 

Causas da pressão alta na Terceira Idade

O surgimento da hipertensão em indivíduos com mais de 60 anos é uma consequência natural do envelhecimento natural do organismo.

A fisiologia humana aponta para uma deterioração da parede das artérias com o passar do tempo, fazendo com que elas deixem de ser totalmente lisas, percam elasticidade e se tornem mais enrijecidas. Esses fatores favorecem o gradativo aumento da pressão arterial.

No entanto, existe todo um histórico que explica o porquê do idoso ser hipertenso. E, normalmente, os motivos passam pela falta de prevenção ao longo da vida.

As causas da hipertensão após os 60 anos estão relacionadas a aspectos bem conhecidos da vida moderna, entre os quais podem ser citados:

  • Sedentarismo;
  • Alimentação pouco saudável, com excesso de sódio e gordura;
  • Estresse demasiado;
  • Tabagismo;
  • Consumo de álcool em excesso;
  • Obesidade;
  • Condição pré-diabética;
  • Diminuição da capacidade dos rins de filtrar o sangue.

Os efeitos dessa “bagagem de vida” se acumulam com o tempo e, se não desencadearem a hipertensão arterial na fase adulta, quase certamente cobrarão seu preço na Terceira Idade.

 

Os riscos da hipertensão arterial após os 60 anos

A pressão alta é potencialmente mais perigosa entre os idosos pelo fato de, muito provavelmente, já estar agindo há muitos anos no organismo.

Isso faz com que sejam maiores os riscos de a pessoa desenvolver doenças graves envolvendo o coração, sistema cardiovascular e outros órgãos do corpo.

Entre os males relacionados com os efeitos de longo prazo da hipertensão, estão:

  • Lesões na parede das artérias, levando ao surgimento da aterosclerose e de potenciais aneurismas;
  • Angina;
  • Infarto agudo do miocárdio (ataque do coração);
  • Insuficiência cardíaca (coração fraco);
  • Acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e hemorrágico;
  • Isquemia;
  • Demência vascular;
  • Insuficiência renal;
  • Perda gradativa da visão, podendo chegar à cegueira;
  • Impotência sexual.

 

Cuidados necessários com a hipertensão na Terceira Idade

A chegada aos 60 anos é quase como se fosse um rito de passagem: a partir de agora, é preciso tomar todos os cuidados com a saúde, especialmente aqueles relacionados à hipertensão arterial, para evitar que outras doenças graves se estabeleçam e reduzam sua expectativa de vida.

As dicas apresentadas aqui são orientações preciosas que devem ser seguidas para manter a pressão arterail sob controle e, assim, poder viver mais e melhor.

Elas não precisam acontecer todas ao mesmo tempo. Selecione duas ou três para começar. Quando sentir que se tornaram um hábito, experimente as demais gradativamente e assim por diante.

Lembre-se que esta não é uma corrida de 100 metros, mas uma maratona, na qual você será o grande vencedor!

1.   Visite regularmente o seu médico

A ida frequente ao geriatra ou ao cardiologista é essencial para que seja feito o diagnóstico da hipertensão arterial.

A partir dos exames realizados, o especialista vai determinar a linha de tratamento a ser seguida, que pode incluir apenas mudanças no estilo de vida ou, se for preciso, medicamentos para controlar a pressão alta.

2.        Adquira um monitor de pressão arterial e faça leituras diárias

O controle da hipertensão por meio de equipamentos digitais é essencial. Os aparelhos de uso doméstico podem ser adquiridos por valores acessíveis e são muito fáceis de serem utilizados.

Basta encontrar um lugar tranquilo, sentar-se confortavelmente em uma cadeira apoiando o braço em uma mesa, colocar a braçadeira e apertar o botão de iniciar. Em poucos segundos a leitura é feita com toda a precisão e confiabilidade nos resultados.

As medições ficam guardadas na memória do aparelho e podem ser enviadas ao médico responsável, que irá acompanhar o comportamento da pressão sanguínea ao longo do tempo.

3.        Obedeça as ordens do médico quanto aos medicamentos

É fundamental seguir à risca as orientações do especialista em relação aos remédios hipertensivos prescritos, para garantir que eles cumpram a sua função e mantenham a pressão arterial sob controle, em níveis saudáveis.

Uma dica prática é fazer uma tabela com o nome de cada medicamento, o horário e a quantidade de comprimidos que devem ser tomados.

Além disso, faça sempre um estoque de um mês adiante, para garantir que não ficará sem o remédio.

Caso sinta algum efeito colateral, procure imediatamente o seu médico.

4.        Adote hábitos alimentares mais saudáveis

O controle da hipertensão passa necessariamente por uma alimentação saudável e equilibrada.

No entanto, isso não significa estar preso a uma dieta restritiva e “sem graça”. A ideia é comer de tudo, mas tomando alguns cuidados.

Entre os principais, estão:

  • Reduzir o consumo de sódio, que está presente no sal de cozinha e nos alimentos industrializados.
  • Eliminar as frituras, dando preferência às carnes grelhadas bem passadas.
  • Consumir mais carnes brancas (peixes e aves) grelhadas, deixando as carnes vermelhas (sempre sem gordura) para intervalos semanais.
  • Dar preferência total às verduras, legumes e frutas in natura.
  • Investir em alimentos com potássio, nutriente encontrado em peixes, molho de tomate natural, folhas verde-escuras, banana e no “sal diet”, que substitui o tradicional sal de cozinha).
  • Comer mais nozes e castanhas, sem exageros.
  • Preferir alimentos integrais, como arroz e biscoitos.

5.        Comece a caminhar

Andar pelo menos 30 minutos todos os dias é uma ótima forma de iniciar uma atividade física. Lembre-se de que os exercícios não precisam ser vigorosos, apenas frequentes e constantes.

Com o passar dos dias, você sentirá que terá disposição para andar mais e mais rápido. Terá até mesmo vontade de fazer outras atividades como correr, pedalar ou se exercitar em uma academia.

Mas não se esqueça de que só deve iniciar uma rotina de atividade física com a aprovação e orientação do seu médico!

6.        Largue o cigarro e o álcool

Estes são dois inimigos poderosos da pressão arterial saudável. As substâncias existentes no cigarro e nas bebidas alcoólicas atuam diretamente no envelhecimento e no enrijecimento das artérias, levando à hipertensão.

7.        Controle o estresse e cultive boas noites de sono

Níveis elevados de estresse são determinantes para o surgimento da hipertensão. Para se sentir menos estressado, vale a pena recorrer a técnicas de meditação e relaxamento.

Da mesma forma, noites mal dormidas também têm o poder de estressar o organismo. Dormir 8 horas por dia não é perder tempo, é investir na saúde!

 

Conheça os monitores digitais de pressão arterial Microlife de uso doméstico

Como você pode ler, realizar medições diárias da pressão arterial é uma das ações que contribuem para manter a hipertensão controlada.

Os monitores digitais Microlife de uso doméstico são uma ótima opção para quem deseja um equipamento de alta tecnologia, fácil de usar e que garante precisão e confiabilidade em cada uma de suas leituras.

Importados pela MedLevensohn, por meio do Projeto MedHyper, os diversos modelos Microlife possuem selo de validação e certificação técnica por parte das mais importantes instituições médicas do mundo, como a Sociedade Europeia de Hipertensão (EHS) e a Associação Americana do Coração (AHA).

Também são aprovados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Anvisa e Inmetro.

Conheça os monitores digitais de pressão arterial de uso doméstico Microlife, como o modelo A200 com AFIB, e fique a par de todos os benefícios que eles oferecem.

Para mais informações, consulte nossa equipe de consultores!

hipertensao, hipertensão em idosos, MedHyper, viver bem

Assine nossa newsletter

Gostaria de receber informações e comunicações do projeto MedHyper via email com a opção de descadastramento a qualquer momento.

Contato