Os principais riscos da hipertensão não controlada

Diagnosticar a hipertensão arterial é apenas o primeiro passo na direção do controle dessa condição cardíaca que é um dos principais fatores de risco para uma série de doenças do sistema cardiovascular e de outros órgãos, como cérebro e rins.

Com o diagnóstico em mãos, o médico deve analisar, entre outros aspectos, as causas que levaram ao aumento da pressão arterial e o estágio em que a doença se encontra.

O principal objetivo é definir a melhor forma de tratá-la. Isso pode incluir tanto a indicação de mudanças no estilo de vida quanto à prescrição de medicamentos.

Ainda assim, existe uma série de fatores que podem fazer com que o tratamento não tenha os resultados esperados. Isso leva o paciente a conviver com a hipertensão arterial de uma maneira não controlada e, portanto, perigosa.

Você verá neste artigo o que é e quais são os riscos que a hipertensão não controlada acarreta e vai entender porque as pessoas que apresentam esse quadro precisam de um atendimento ainda mais próximo por parte do cardiologista.

 

A importância de obedecer ao tratamento medicamentoso

Uma das causas mais comuns para a hipertensão não controlada está no fato de o paciente não realizar o tratamento medicamentoso da forma correta, o que faz com que sua pressão arterial mantenha-se elevada.

Quando o médico constata que é preciso incluir medicamentos na linha de tratamento do paciente, em muitas ocasiões ele faz a prescrição de dois ou três anti-hipertensivos.

Isso requer do paciente bastante atenção e rigor na administração dos remédios, pois é preciso obedecer à indicação de doses diárias e os horários em que deve tomar cada um deles para obter os efeitos terapêuticos esperados.

Assim, se não houver por parte do indivíduo o comprometimento com a própria saúde, a pressão arterial seguirá elevada.

E ainda haverá o agravante de o médico ter dificuldade em entender o motivo de o tratamento não estar funcionando, pois ele desconhece que seu paciente não toma os medicamentos da forma correta.

 

Os perigos provocados pela hipertensão não controlada

A ação contínua da hipertensão arterial que não esteja sob controle desencadeia, ao longo do tempo, uma série de reações fisiológicas que levam a diversas doenças.

Confira a seguir as mais comuns:

Lesão dos vasos sanguíneos

A hipertensão arterial é uma inimiga poderosa das artérias. Normalmente, elas são lisas, elásticas e resistentes, o que torna fácil a circulação do sangue.

No entanto, a pressão constantemente elevada ataca as paredes arteriais, diminuindo sua resistência, elasticidade e capacidade de se regenerar, acelerando o processo de envelhecimento e tornando-as mais rígidas.

Além disso, facilita o surgimento da aterosclerose, isto é, o acúmulo de placas de gordura que provocam obstruções nas artérias e formação de coágulos.

Aneurismas

Pressão arterial elevada por longos períodos acelera a formação de aneurismas, que são dilatações que surgem na parede das artérias e que fazem com que elas fiquem mais finas e propensas a se romper.

Os casos mais comuns acontecem na aorta. Quando há o rompimento dessa artéria coronária, o paciente pode morrer em poucos minutos se o socorro não for imediato.

Angina e infarto do miocárdio

O acúmulo de placas de gordura nas artérias coronárias, responsáveis pela irrigação sanguínea do músculo cardíaco (miocárdio), leva a uma condição chamada angina, uma forte dor no peito que surge quando a pessoa faz algum tipo de esforço ou se estressa.

Entretanto, se a obstrução das coronárias for superior a 90%, a quantidade de sangue que chega ao miocárdio é tão reduzida que o músculo apresenta necrose (morte do tecido) e, consequentemente, o coração para de bater (infarto agudo).

Insuficiência cardíaca

A hipertensão obriga o músculo cardíaco a bater com mais força para conseguir enviar o sangue para o organismo.

Com o passar dos anos, o esforço em excesso leva à dilatação progressiva do coração, tornando-o mais fraco e dificultando o bombeamento sanguíneo.

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Pessoas hipertensas têm mais chances de sofrer um dos dois tipos de AVC:

  • Isquêmico – quando há a formação de grandes depósitos de gordura nas artérias do cérebro, obstruindo a passagem do sangue e impedindo a oxigenação dos tecidos adjacentes.
  • Hemorrágico – a fragilização das paredes das artérias faz com que elas estejam mais propensas a se romper.

Insuficiência renal crônica

Após longos períodos de pressão arterial não controlada, ocorre a deterioração dos vasos sanguíneos renais e dos glomérulos, as estruturas que filtram o sangue.

Isso inviabiliza o funcionamento dos rins e obriga o paciente a fazer hemodiálise pelo resto da vida.

Cegueira

Os microvasos que levam sangue para a retina, o tecido sensível à luz localizado no fundo do globo ocular, podem sofrer inúmeras lesões como consequência da hipertensão não controlada.

Essa condição, denominada retinopatia hipertensiva, provoca a diminuição gradativa da capacidade de enxergar e, nos casos mais graves, leva à cegueira total.

Demência

A hipertensão prolongada pode provocar uma infinidade de lesões nos microvasos sanguíneos que irrigam o cérebro.

Esses pequenos AVCs, indolores e assintomáticos, se acumulam com o tempo e causam o que se conhece como demência vascular.

Impotência sexual

A impotência sexual masculina, que tem como uma de suas causas a diminuição da quantidade de sangue nos vasos do pênis que seja suficiente para iniciar ou manter uma ereção, tem a hipertensão como um de seus principais fatores de risco.

 

Como combater os efeitos nocivos da hipertensão?

Como já deve ter ficado claro, o paciente com hipertensão precisa ter consciência de que é portador de uma condição cardíaca grave.

Por isso, não pode ficar limitado aos remédios que combatem a pressão alta. Também precisa “fazer a sua parte”!

E o que isso significa? Significa que é preciso, mais do que nunca, mudar os hábitos e a rotina diária para poder usufruir de uma melhor qualidade de vida, a fim de reduzir os efeitos prejudiciais de longo prazo provocados pela hipertensão.

Entre as principais ações de combate à pressão alta, estão:

  • Adotar uma alimentação equilibrada e saudável, reduzindo substancialmente a ingestão de sal de cozinha e consumindo mais verduras, legumes e frutas.
  • Começar a praticar exercícios físicos regularmente. Caminhar 30 minutos todos os dias é um bom começo!
  • Abandonar o cigarro de uma vez por todas.
  • Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Reduzir o estresse, em busca de um melhor equilíbrio do corpo e da mente.
  • Priorizar as boas noites de sono.
  • Controlar diariamente a pressão arterial, realizando a automedida com um monitor digital de uso doméstico.

 

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